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baú das alembranças

baú das alembranças

Queixas da juventude


 

A imagem pode conter: textoTens toda a razão.
Mas olha que as coisas não mudaram assim tanto.
Eu vim trabalhar para Lisboa há cinquenta anos e já era assim.
Casei há quarenta e três anos e vi-me e desejei-me para arranjar uma casa de acordo com os meus rendimentos.
A minha companheira não tinha emprego e era o meu ordenado de electricista da construção civil que tinha de aguentar as despesas....
Cheguei a pagar de renda de casa quase metade do meu ordenado e isto na periferia.
Em 1985 a empresa em que trabalhava entrou em processo do falênca e eu fiquei sem trabalho e com dois filhos em idade escolar.
Fui á luta.
Dei o corpo ao manifesto e fiz de tudo mas nunca faltou comida na mesa.
Deixei os meus filhos e a minha companheira durante vários períodos e fui fazer contratos de trabalho temporários nos Açores, França, Holanda, Bélgica e Alemanha. Ainda estive para ir ao Zaire, Ucrânia e plataformas de petróleo mas não fui.
Foi difícil mas a vida é mesmo assim para a grande maioria.
Só os previligiados se podem dar ao luxo de as coisas lhes caírem nas mão sem terem de lutar por elas e esses são poucos.
Temos de viver com o que temos mas sem perdermos as forças e lutar para que as coisas vão mudando para melhor.
Vai á luta, tira um curso, especializa-te numa profisão e aprende a tirar partido daquilo que tens.

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