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baú das alembranças

baú das alembranças

A descolonização

A descolonização, a mentira e a memória

A reiterada insistência nas mentiras faz com que as vítimas se tornem solidárias com os algozes e acabem a difundi-las, tomando as aparências por realidade.

A direita trauliteira nunca digeriu a independência das colónias, embora saiba que todos os países colonialistas foram derrotados nas guerras de libertação e que não sobreviveu um único império colonial, embora tenham surgido outros colonialismos e impérios. O Portugal da ditadura f...ascista, tão atrasado, foi o último império colonial.

As sólidas amizades, forjadas na guerra colonial, tendem a defender o colonialismo e a aceitar a ilusão de que a guerra estava ganha. Alguns ex-militares absorveram a mentira, incapazes de aceitar que foram combatentes numa guerra inútil, criminosa e condenada ao fracasso. É doloroso aceitar tão penoso sofrimento em tão injusta causa.

Não vale a pena explicar-lhes que a descolonização começou em Dadrá e Nagar-Aveli (1954), na Fortaleza de S. João Batista de Ajudá (1961), que Salazar preferiu incendiada a deixar intacto um testemunho histórico português, Goa, Damão e Diu (1961).

Para que não restem dúvidas sobre a derrota, recorde-se que Portugal só assinou em 26 de agosto de 1974, em Argel, o acordo preliminar com o PAIGC, homologado 4 dias depois, reconhecendo a independência da Guiné e Cabo Verde. Era a situação de facto, proclamada em setembro de 1973, no interior da Guiné, e reconhecida pela ONU. À luz do direito internacional, Portugal tornara-se um país pária a ocupar um país soberano.

Se não fizermos a pedagogia democrática, arriscamo-nos a deixar reescrever a História, ao sabor dos interesses e das mentiras de quem sente a nostalgia do colonialismo.

Há dois aspetos que não é demais salientar, o patriotismo dos oficiais do MFA, a quem se deve o fim da ditadura, e a eficiência das Forças Armadas na retirada, sem uma única baixa, de mais de 100 mil combatentes do teatro de guerra, caso inédito no mundo.

Resta exaltar a solidariedade do povo português a acolher 1 milhão de compatriotas. É motivo de orgulho para o povo que não virou as costas a quem procurou, à semelhança dos que ora fogem da Venezuela, refúgio no país de origem.

De Carlos Esperança com a devida vénia.

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