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baú das alembranças

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Os velhos II

Os novos marginalizados do século XXI é a geração de pais sem filhos presentes?

Os novos desvalidos da sociedade?

Quem foi que inventou este slogan?

Tenho quase 73 anos, vim para Lisboa de uma aldeia no interior da Beira Litoral, onde quando eu era jovem havia vários casais e até pessoas de idade avançada a viverem sozinhas e a definharem progressivamente sem terem o mais pequeno apoio de qualquer entidade, por vezes com vários filhos emigrados nas grandes cidades que iam visitar os pais uma vez por ano e ainda traziam aquilo que os pais produziam com esforço ao longo do ano desde vinho, azeite, ovos galinhas, coelhos, batatas etc, etc.

Vi alguns desses velhotes definharem até ao fim em que muitas vezes eram os próprios vizinhos também velhotes que lhes iam muitas vezes levar uma tijela de sopa ou um copo de leite quente e um pão com manteiga para lhes saciar a fome.

Conheci um casal de velhinhos que os filhos estavam a maior parte em Lisboa tendo também alguns por perto, em que o homem estava quase paralitico, mas quase paralitico agarrado a duas bengalas andava a trabalhar no campo à jorna para ganhar uns trocos para comprar comida. Nem os filhos que viviam perto eram capazes de ajudar os velhos e assim morreram de velhice e morte natural quase sozinhos ou acompanhados por vizinhos.

Não havia lares de terceira idade, não havia centros de dia não havia instituições que fossem a casa ver como as pessoas viviam e dar apoio, não havia reformas nem subsidio de apoio à terceira idade, não havia nada e agora vem falar nos novos desvalidos da sociedade.

Então como é que se chamavam os velhotes há quarenta cinquenta ou sessenta anos.Os novos desvalidos da sociedade? Quem foi que inventou este slogan? Tenho quase 73 anos, vim para Lisboa de uma aldeia no interior da Beira Litoral, onde quando eu era jovem havia vários casais e até pessoas de idade avançada a viverem sozinhas e a definharem progressivamente sem terem o mais pequeno apoio de qualquer entidade e por vezes com vários filhos emigrados nas grandes cidades que iam visitar os pais uma vez por ano e ainda traziam aquilo que os pais produziam com esforço ao longo do ano desde vinho, azeite, ovos galinhas, coelhos, batatas etc, etc. Vi alguns desses velhotes definharem até ao fim em que muitas vezes eram os próprios vizinhos também velhotes que lhes iam muitas vezes levar uma sopa ou um copo de leite quente e um pão com manteiga para lhes saciar a fome. Conheci um casal de velhinhos que os filhos estavam a maior parte em Lisboa tendo também alguns por perto, em que o homem estava quase paralitico, mas quase paralitico agarrado a duas bengalas andava a trabalhar no campo à jorna para ganhar uns trocos para comprar comida. Nem os filhos que viviam perto eram capazes de ajudar os velhos e assim morreram de velhice e morte natural quase sozinhos ou acompanhados por vizinhos. Não havia lares de terceira idade, não havia centros de dia não havia instituições que fossem a casa ver como as pessoas viviam e dar apoio, não havia reformas nem subsidio de apoio à terceira idade, não havia nada e agora vem falar nos novos desvalidos da sociedade. Então como é que se chamavam os velhotes há quarenta cinquenta ou sessenta anos?

Jardim de Vila Nova de Poiares

 

 

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A minha singela opinião era que se arrancassem as palmeiras e se substituíssem por árvores frondosas como por exemplo jacarandás, faias ou castanheiros da India, cuja sombra fosse proveitosa para as crianças e os adultos que as acompanham.

Um parque infantil sob a torreira do sol que se faz sentir nesta época do ano não é muito útil nem aconselhável.
O que me admira e revolta é que as dezenas de pessoas que frequentam este parque com as suas crianças ou mesmo com amigos para comerem um gelado um beber um refersco aceitam tudo de bom grado embora critiquem por trás que o parque não tem condições.
Sempre que vou a poiares e são muitas as vezes, é a este parque que gosto de ir beber um refresco no bar mas tirando três ou quatro mesas com cadeiras e chapéus o parque tem muito pouca coisa que atraia crianças e adultos.
Faz falta uma zona de mesas, bancos e sombras para além das sombras na zona do parque infantil.

A eutanásia não é só para os outros

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A minha mãe morreu com 88 anos depois de peramnecer oito anos em estado vegetativo.

Nos últimos tempos, por obrigação moral e não só tenho visitado vários lares de idosos e o que se vê nesses armazéns de velhos dá mesmo para pensar seriamente em qual será a melhor opção.

Também depois de ver em reportagens a maneira como muitas vezes são tratados os que lá permanecem também dá que pensar.

Mas por favor, deixem as pessoas decidir enquanto ainda estão conscientes e lúcidas.

Eu se um dia ficar num estado vegetativo ou se estiver em final de vida que me transforme numa dependência de outrem ou de máquinas, dispenso os cuidados paliativos e quero o suicídio assistido.

Além disso quero que o meu corpo seja cremado e podem deitar o pote das cinzas para o lixo ou então abram um buraco no meu terreno e enterrem-no para sempre com um carvalho ou uma oliveira plantado em cima.

Ainda os retornados

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Como é que é possível haver gente que não é assim tão velha mas que tem ideias e defendem afincadamente essas ideias que vão completamente contra a corrente.
Casualmente passei os olhos ontem à noite por um programa da SIC que mais parece um programa de conversas de quintal e onde uma senhora de alguma idade "para não lhe chamar velha" batia o pé aos outros intervenientes onde defendia que a juventude atual é pura e simplesmente mal educada, particularmente mal formada e que pela sua maneira de ver não há nada que se possa aproveitar.
Então culpava tudo.
Os pais, os professores, as novas tecnologias eram os seus alvos mais atingidos enquanto os outros membros do painel defendiam que a juventude hoje é igual à juventude de há trinta ou sessenta anos com as mudanças inerentes à época à liberdade, aos avanços da ciência e da tecnologia.
De notar que a senhora de que falo tem um tacho na SIC onde destila o ódio próprio de quem foi obrigada a deixar a sua terra e os privilégios que tinha para se vir abrigar num país que lhe deu guarida e a integrou numa boa posição social.

Um cruzeiro bem diferente

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No inicio de outubro de 1971 terminei o Serviço Militar Obrigatório e embarquei em Maputo ex Lourenço Marques com destino a Lisboa num chaço velho que a Companhia Colonial de navegação possuía que se chamava Pátria e servia de transporte entre Maputo e Lisboa e vice versa.
Ao passar o Cabo da Boa Esperança deparamos com uma violenta tempestade mais ou menos deste género.
O barco era velho, e gemia por todos os lados, levantava a proa mais de dez metros acima da água e batia com enorme estrondo de novo contra as ondas.
Foram dois dias de terror como nunca vivi nem espero voltar a viver.
O vomitado dos passageiros misturava-se na coberta com a sopa e a comida que não se segurava nas terrinas e nos pratos.
Eramos cerca de quarenta militares para quem tinha sido construída uma espécie de camarata bem no fundo da proa do navio e o primeiro impacto das ondas era sentido por nós como se o barco tivesse batido numa rocha do fundo do mar.
Foram dois dias simplesmente medonhos e assustadores.

O estigma das barracas

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Nos tempos em que vim emigrado para lisboa aí por volta de 1965 com 18 anos eram milhões os habitantes que Lisboa, Porto, Coimbra ou Setúbal tinham a viver nessas condições.
As pessoas foram lutando por uma vida melhor e foram a pouco e pouco se libertando desse estigma de viver em barracas.
Uns por iniciativa própria e sacrifícios mais ou menos elevados e outros com ajuda das autarquias foram conseguindo até chegarmos a cinquenta anos depois e quase não se ver uma barraca a servir como habitação.
Aqueles que ficaram para trás e nunca saíram da chafurdice em que viviam há cinquenta anos nunca lutaram nem para pedir ajuda.
São indigentes parasitas da sociedade e como tal merecem viver ou vegetar na mais profunda miséria.
Não tenho pena nenhuma de quem se sujeita a viver assim. Normalmente vive assim para ser motivo de pena e ser ajudado até no pagamento da água que bebe mas como nem ajuda é capaz de pedir fica sentado numa pedra à espera que passe no local uma cadeia de televisão para ser motivo de pena e consequente ajuda.

Histórias do Padre Francisco

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Por isso é que padre de lá da paróquia dizia da outra vez ao atravessar a ponte de madeira onde a ribeira tinha um grande caudal: "Deus é bom mas o diabo também não é mau" E agora esta contava-se como verdade lá na minha aldeia: Na quinta da Avessada que fica entre Couchel e o Travasso havia um padre há muitos anos atrás que por acaso ou não alguém resolveu dar o nome dele a uma das ruelas da aldeia. Diz-se que tinha um caráter irrascível e sofria de dupla personalidade. Ouvi esta história aos meus pais ainda eu era chavalo: uma vez na altura do peditório da páscoa andando o homem mais o séquito lá pelas aldeias se depararam com uma travessia de uma ribeira com uma ponte periclitante e um grande caudal. Contava-se então que o velho padre Francisco já a meio da ponte se agarrou com as duas mãos à cruz e disse alto e bom som: Oh pá, Olha lá pela nossa vida. Se eu caio tu cais também. Mas havia mais.

O meu pai que se fosse vivo teria agora 110 anos contava-a como verdadeira mas havia outra do mesmo padre Francisco. Contava o meu pai que o padre Francisco além de muito bruto era também pessoa muito culta, ainda cheguei a ter na mão livros manuscritos por si e passava a vida a ler. Certa vez encontrava-se a ler numa das varandas do primeiro andar da casa e como estava vento um pessegueiro médio que havia no quintal não parava de abanar. O padre Francisco fervia com os nervos à flor da pele, desceu escada abaixo e com meia dúzia de safanões arrancou o pessegueiro pela raiz ao mesmo tempo que soltava um chorrilho de impropérios insultando tudo e todos incluindo o vento e o pobre pessegueiro.

Outros Natais

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O Natal é em dezembro, mas em maio pode ser.
O natal é em setembro, é quando um homem quiser.
O Natal é uma data de festejos no calendário cristão e que passou a ser uma festa pagã para festejar o principio do fim do ano que normalmente quase todos tentam esquecer por um ou outro motivo.
Na vida e na memória vão ficando cada vez mais afastados e encobertos no nevoeiro do tempo os Natais que nos deixaram mais marcas na lembrança.
Tenho na memória a lembrança de alguns Natais que mais me recordam por bons e menos bons motivos, mas destaco uma das festas de Natal em familia, por vários motivos antagónicos: 1º por ter sido o último Natal em que a minha mãe o passou com saúde em nossa companhia antes do AVC que a fez penar durante oito anos até a morte a levar. 2º também por ser o Natal em que nos juntamos quase todos os irmãos com os filhos e sobrinhos sendo a maioria crianças com idade inferior a dez anos.
Recordo outro Natal que me deixou marcas por ter sido passado no Médio Oriente, Síria, Homs,longe da família, sem qualquer contacto com ela, mas em grande camaradagem e alegria em conjunto com todos os camaradas de trabalho.
Recordo os dois Natais passados igualmente longe da família, mas igualmente na companhia de grande camaradagem, em 1969 e 1970 na Manutenção Militar de Lourenço Marques, actual Maputo.
O Natal deste ano a deixar marca, o mais certo será pela lembrança da recente morte de dois dos meus irmãos mais velhos. Mas é a vida e nada há a fazer que possa alterar o seu rumo.

 

 

 

No ramo da construção civil

 

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O problema é que a grande maioria dos fiscais são corruptos e fecham os olhos a toda e qualquer barbaridade. Sempre foi assim no ramo da construção civil. A maior parte dos fiscais engenheiros e encarregados de obras constroem vivendas e até prédios com o material que desviam dos empreendimentos e a ajuda de fornecedores porque reina a corrupção de alto a baixo. Começa nos empreiteiros e construtores que são os maiores corruptores e depois vem em escada por aí abaixo até aos encarregados ou chefes de equipa. Os moradores ou compradores não sabem de nada e são vitimas neste imbróglio todo. Eu trabalhei na construção civil mais de trinta e cinco anos sei bem do que falo. A maior parte dos projetos, cadernos de encargos e memórias descritivas não são respeitados na íntegra e depois os fiscais ou recebem envelopes ou carradas de material para elaborarem relatórios favoráveis. Também funciona o amiguismo e o compadrio. Não adianta denunciar porque ninguém quer meter-se e segundo um inspetor da PJ com quem tive uma conversa informal sob a questão ele disse-me que os tem todos debaixo de olho mas nunca encontram provas . No ramo da construção civil reina impunemente a corrupção, o amiguismo e o compadrio.

Traições sindicais

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Em 1984 trabalhava eu na instalação eléctrica da Soporcel na Figueira da Foz.

Era delegado sindical e tinha comigo 25 homens e houve um problema com o pagamento de horas extras.

Como delegado sindical pedi a colaboração do SIESI e após a entrega do pré-aviso avançamos para uma greve parcial.

Passados uns dias o sindicato que estava em negociações com o patronato para outro assunto mais importante do que 25 homens, desconvocou a greve sem sequer falar com estes trabalhadores, incluindo o seu delegado sindical.

Continuamos a greve e foi o próprio responsável da empresa que nos avisou que estávamos a fazer uma greve ilegal.

Conclusão: Processo disciplinar colectivo e a obrigatoriedade de um pedido de desculpas individual em carta registada à administração da empresa.

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