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baú das alembranças

baú das alembranças

Mais um peditório suspeito.

Mais uma vez a RTP que nos esmifra anualmente a módica quantia de 400 milhões de euros está a alinhar numa campanha de duvidosa intenção.
Ninguém sabe ou muito pouca gente sabe o que é a instituição Cruz de Malta, o que faz ou para que serve mas a RTP faz-lhe publicidade gratuita e alinha num peditório suspeito para a instalação de um hospital de campanha na Praça de Touros do Campo Pequeno enquanto só na cidade de Lisboa existem vários hospitais abandonados como o velho Hospital Militar na Estrela e o seus anexos na rua da Artilharia Um ou o Hospital da Marinha no Campo de Santa Clara em Alfama.
Ora a praça de touros do Campo Pequeno é propriedade da Casa Pia de Lisboa explorada pela Sociedade Campo Pequeno que ninguém sabe quem é ou quem a explora.
Assim, tal como a experiencia já nos ensinou, o quase meio milhão de euros já sacado aos portugueses que sempre se mostraram e mostram disponíveis e solidários, irão certamente parar a mãos idênticas aquelas a que foram parar as coletas feitas por ocasião da famigerada Operação Pirâmide de triste memória ou dos incêndios de Pedrogão Grande que renderam para cima de dois milhões de euros mas que ninguém lhe viu o rasto.
Como de costume nas situações de crise aparecem sempre uns tantos espertalhões prontos para meterem umas centenas ou milhares na sua própria carteira.

Vitorino Nemésio

 

 

 

 

 

 

 

 


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O nosso jornalismo de sargeta só nos mostra como sempre aquilo que dá mais nas vistas.
todos sabemos e é repetido até á exaustão o que se passa em Espana, na Itália e nos Estados Unidos mas no resto da
Europa quase nem uma palavra enquanto os factos são estes..
Holanda
O primeiro caso da Covid 19 apareceu na Holanda no dia 27 de fevereiro e neste momento o país tem 7 mil 431 casos positivos. 761 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos.

 

 

 

 

 

VITORINO NEMÉSIO foi iminente poeta, escritor, ensaísta, romancista, cronista e académico.
Nasceu nos Açores em 1901 e morreu em Lisboa em 1978. e escreveu vários livros entre os quais menciono, Mau Tempo no Canal e Quatro Prisões Debaixo de Armas.
Li Mau Tempo no Canal por volta de 1967, e li porque o meu irmão mais novo numa viagem entre Lisboa e Coimbra se cruzou com ele no comboio não perdendo a oportunidade de ir a correr á livraria da estação de Sta Apolónia, comprar o livro e pedir-lhe para o assinar no que foi imediatamente atendido com toda a simpatia.
Mas não é deste livro que vou falar e nem sequer do professor Vitorino Nemésio
Vou falar das Quatro Prisões Debaixo de Armas só para falar das várias prisões que já sofri ao longo da minha vida que não sendo debaixo de armas não deixaram de ser prisões.
A primeira prisão a que me sujeitaram foi sem dúvida alguma terem-me obrigado com 22 anos a participar numa guerra a 12.000 Klm da minha família, da minha casa, do meu trabalho e da minha vida privada.
Não foi uma prisão difícil de suportar.
Foram vinte e seis meses de calma e dolce far niente onde a maior parte dos dias eram passados a ver a vida a correr, as pessoas a passar na rua e a dormir.
Passaram anos e nada de anormal se passou que me levasse de novo estar condicionado e nada fazia prever que em 1991 com 44 anos fosse de novo obrigado a permanecer sitiado por dois meses e meio num hospital devido a um AVC e no qual permaneci mais para estar em observação e fazer exames com frequência do que propriamente estar incapacitado.
Mais tarde, em 2005 já com 58 anos, nova prisão por doze dias também num hospital por motivo de uma falência renal que me apanhou de surpresa.
Depois, em 2007, nova passagem de três semanas pelo hospital para um transplante de rins .
Portanto no mínimo já sofri quatro prisões que não sendo debaixo de armas foram quatro prisões.
Agora estou de novo em prisão já há duas semanas e vou ter a minha primeira saída precária na próxima segunda feira para ir ao hospital fazer analises.
Tal como milhões de pessoas por esse mundo fora, espero que este período de prisão seja o mais curto possível e que saiamos em liberdade todos ilesos, mais fortes, mais confiantes no futuro e nasentidades responsáveis.

 

O nosso jornalismo de sargeta só nos mostra como sempre aquilo que dá mais nas vistas.
todos sabemos e é repetido até á exaustão o que se passa em Espana, na Itália e nos Estados Unidos mas no resto da
Europa quase nem uma palavra enquanto os factos são estes..
Holanda
O primeiro caso da Covid 19 apareceu na Holanda no dia 27 de fevereiro e neste momento o país tem 7 mil 431 casos positivos. 761 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos até agora

 

VITORINO NEMÉSIO foi iminente poeta, escritor, ensaísta, romancista, cronista e académico.
Nasceu nos Açores em 1901 e morreu em Lisboa em 1978. e escreveu vários livros entre os quais menciono, Mau Tempo no Canal e Quatro Prisões Debaixo de Armas.
Li Mau Tempo no Canal por volta de 1967, e li porque o meu irmão mais novo numa viagem entre Lisboa e Coimbra se cruzou com ele no comboio não perdendo a oportunidade de ir a correr á livraria da estação de Sta Apolónia, comprar o livro e pedir-lhe para o assinar no que foi imediatamente atendido com toda a simpatia.
Mas não é deste livro que vou falar e nem sequer do professor Vitorino Nemésio
Vou falar das Quatro Prisões Debaixo de Armas só para falar das várias prisões que já sofri ao longo da minha vida que não sendo debaixo de armas não deixaram de ser prisões.
A primeira prisão a que me sujeitaram foi sem dúvida alguma terem-me obrigado com 22 anos a participar numa guerra a 12.000 Klm da minha família, da minha casa, do meu trabalho e da minha vida privada.
Não foi uma prisão difícil de suportar.
Foram vinte e seis meses de calma e dolce far niente onde a maior parte dos dias eram passados a ver a vida a correr, as pessoas a passar na rua e a dormir.
Passaram anos e nada de anormal se passou que me levasse de novo estar condicionado e nada fazia prever que em 1991 com 44 anos fosse de novo obrigado a permanecer sitiado por dois meses e meio num hospital devido a um AVC e no qual permaneci mais para estar em observação e fazer exames com frequência do que propriamente estar incapacitado.
Mais tarde, em 2005 já com 58 anos, nova prisão por doze dias também num hospital por motivo de uma falência renal que me apanhou de surpresa.
Depois, em 2007, nova passagem de três semanas pelo hospital para um transplante de rins .
Portanto no mínimo já sofri quatro prisões que não sendo debaixo de armas foram quatro prisões.
Agora estou de novo em prisão já há duas semanas e vou ter a minha primeira saída precária na próxima segunda feira para ir ao hospital fazer analises.
Tal como milhões de pessoas por esse mundo fora, espero que este período de prisão seja o mais curto possível e que saiamos em liberdade todos ilesos, mais fortes, mais confiantes no futuro e nas entidades responsáveis.

O Aniceto

Descansa em paz ANICETO DE CARVALHO. 
A nossa família esta triste!
Este momento é uma das partes da nossa vida que era indesejável, mas temos que ultrapassar como ultrapassámos outros.
Apesar de estarmos alguns anos distantes devido ás circunstancias da vida, também estivemos juntos muita vez em bons e maus momentos.
Vamos lembrar os bons que estivemos juntos em convívios e festas nas casas de todos os irmãos.
Esses momentos deixam-me uma enorme saudade e foi muito bom.
Foi o melhor das nossas vidas!Mas a vida dá muitas voltas e ficam-nos as memórias e as lembrançasUmas boas outras assim assim e até algumas menos boas.Quando eu nasci em julho de 1947 já era o sexto da ninhada, o aniceto tinha doze anos e como era da praxe, praxe essa criada pela miséria que grasava nas aldeias da Beira Litoral, o Aniceto veio tabalhar para Lisboa para a retaguarda de um balcão de uma tasca chongosa lá para os lados de Queluz.

Como tal, as primeiras lembranças que eu tenho do Aniceto devem ser de quando eu já tinha os meus  seis ou oito anos e o Aniceto já era mecanico da Força Aérea Portuguesa.O meu avo Alfredo morreu quando eu tinha 5 anos e nem nessa data eu me lembro de ver o Aniceto no funeral do avo que era o seu mais do que tudo.

Lembro-me de ver o Aniceto quando a minha mãe andava grávida do Jorge onde eu andaria á volta dos sete anos quando ele foi á aldeia de mota mais um colega da FAP.

Como o jorge tem cerca de vinte anos de diferença do Aniceto, este devia ter dezanove e eu teria uns sete.

Esta é a ideia que eu tenho da primeira vez que vi o Aniceto.

Lembro-me também de mais ou menos por essa altura nos dezanove anos da Alice, mais velha onze anos do que eu ele ter feito em conluio com um amigo piloto uns voos rasantes por cima da aldeia o que a nós miúdos de cinco seis oito e 11 anos nos asustou  deveras.

Depois eu cresci, aos doze anos segui a rota dos irmãos mais velhos e aos doze anos saí da aldeia para trabalhar fora e do Aniceto voltei a saber quando a guera rebentou em Angola em 1961 e ele foi mobilizado.

Não me lembro se nos voltamos a encontrar mas lembro-me de que fui visitá-lo a Tancos quando eu proprio fui mobilizado para ir para Moçambique e lembro-me de voltar a ve-lo quando a guera acabou e ele se veio embora de Moçambique onde tinha ficado a trabalhar apór ter terminado a comisão de serviço e abandonado a FAP.

 

o meu computador

Bom dia.
Estou a escrever com falta de maiúsculas e alguma pontuação porque o meu PC resolveu também entrar na paranoia do vírus está com alguns problemas que eu tento ultrapassar como posso.
Desculpem qualquer coisinha mas são coisas que nós os leigos na matéria enfrentamos e as quais não temos pedalada para resolver.
Tal como com o outro vírus, vamos andando e vendo no que param as moda

...

as empresas intermunicipais são criadas e geridas por várias autarquias agregadas naquilo que se pensa fazerem-no no interesse comum dos cidadãos de todas as autarquias. Só que gato escaldado de água fria tem medo e é normal as populações estarem de pé atrás nesta vertente eu espero e penso que todos nós esperamos que a junção de várias autarquias traga algo de positivo para o desenvolvimento e o bem estar das respetivas populações e que tal como já tenho visto na província haver carros de recolha de resíduos sólidos a fazerem recolha noutros conselhos vizinhos talvez porque avariou um carro ou a autarquia não tenha carros suficientes. Sou leigo na matéria e também não vivo permanentemente na província mas por sinal nunca cheguei a saber qual era o papel da antiga Comunidade Inter Municipal do Pinhal Interior Norte também chamada CIMPIN. No entanto a APIN compreendo-a e aceito-a desde que venha por bem e para o bem das populações.

Carta de um Furriel II

 

Há mais de seis meses que enviei esta carta ao senhor Presidente da República portuguesa, Dr. Marcelo Rebelo de Sousa. E sabem qual foi a resposta que tive? Foi ZERO!
Por tudo isto e por muito mais, acredito que perdemos o comboio, enquanto éramos novos e andámos a tratar das nossas vidas particulares. E agora, que todos temos mais tempo, é que nos lembramos de que fomos combatentes.
“Exmo Sr. Presidente
Permita-me que o trate sem grandes “salamaleques”, mas cordialmente, como aliás V.Exa tem feito, para já, com todos os portugueses.
Aproveite ao máximo a oportunidade que os seus compatriotas lhe deram quando o elegeram para “passear” cá dentro e até lá fora, divirta-se e cante, dance dê beijinhos a brancos, pretos, vermelhos e amarelos, vá assistir ao final da “volta”, aos jogos da selecção, à romaria da Srª da Agonia, às Olimpíadas no Brasil, aos festivais da Zambujeira do Mar e do Super Bock Super Rock, vá ver as cagarras das desertas e as gaivotas das Berlengas, desfile no Sambódromo, veja o concerto da Mariza no Meo Arena, os saltos para a água, nas Cataratas do Niagara, a peregrinação anual dos emigrantes a Fátima, a corrida de cangurus no norte da Austrália e vá à canonização de Madre Teresa. Sabemos, pelo que o senhor nos disse (embora não acreditemos muito), que só quer permanecer cinco anos em Belém. A ser assim, tem de aproveitar bem o tempo, pois cinco anos passam depressa para quem tanto preza o “folguedo” (como diz o povo que o elegeu). “GOZE À GRANDE E À FRANCESA” mas, POR FAVOR, QUANDO PUDER — e aqui é que está o problema, pois não sabemos se alguma vez PODERÁ —, pare um 1 dia (UM), ou até UMA HORA, que seja, para PENSAR na situação de muitos daqueles, que em plena pujança, das suas vidas, quando poderiam decidir que rumo dar às suas carreiras profissionais, ou até se deveriam ou não casar, foram OBRIGADOS a “PARTIR” rumo ao desconhecido para SERVIR A PÁTRIA e que hoje, com mais de 65 anos, estão esquecidos e votados ao abandono por TODOS os governos, pós 25 de Abril, os mesmos governos que TODOS OS DIAS assistem, com POMPA E CIRCUNSTÂNCIA, à chegada, ou à partida de meia-dúzia de profissionais, ou de “mercenários”, que servem em zonas de guerrilha no planeta e que “voluntariamente” se oferecem para outras “comissões”, num vai-vem patriótico ou de dólares, e que até têm “por lá e no Natal”, a visita “consoladora” de um ministro, ou de um secretário de Estado qualquer!
Tudo o que esta democracia inventada, em Abril de 1974 conseguiu, até agora, para “compensar” os milhares de jovens “atirados” para a guerra do Ultramar, foi atribuir-lhes uma certa ESMOLA ANUAL (somente uma vez por ano), de 150 € aos que estiveram em zonas de “conflito”, já que a maioria recebe apenas 75 €, ou mesmo 50 € e, REPITO, uma vez por ano. De certeza absoluta que a maioria dos portugueses não sabe disto!
Senhor Presidente, o dinheiro que o Estado despende NUM ANO, com estes combatentes que “ainda estão vivos” mas que são cada vez menos, se calhar é inferior ao que o senhor gasta em dois dias com a sua “pandilha de lateiros”, quando vai de “negócios” à Grande Muralha da China, a Nova Iorque, às pirâmides de Gizé, a Paris ou a Machu Picchu — isto já para não falar nos milhares de subsídios atribuídos a umas etnias e outras tantas gentes para não “mexerem uma única palha”. E 150 € por mês só para falar nos que, como eu, têm esta pensão “máxima”, que dá 41 cêntimos POR DIA, o que significa termos de pedir “algum” emprestado se nos apetecer tomar UM café. Tudo isto, caro senhor Presidente, são histórias que V.Exa bem conhece e sobre as quais PEÇO P.F. que se debruce, já que TODOS os seus antecessores se estiveram pura e simplesmente MARIMBANDO para elas, dada a nossa idade. Como disse, somos cada vez menos e chegará o dia, em que, já não “pesaremos”, porque deixámos de existir!
Não lhe venho pedir qualquer tipo de condecoração ou comenda. Essas, deixo-as para os atletas pagos a peso de ouro, ou para empresários, políticos e ex-ministros de reputação “muito duvidosa”. Será que já é pedir demais para que seja atribuído um subsídio mensal, de pelo menos 100 €, a todos os combatentes que vivem no limiar da pobreza, com pensões de reforma abaixo dos 500 € e que tudo DERAM, ao País? Senhor Presidente, havia muitas personagens, de vários quadrantes políticos, que o apelidavam há bem pouco tempo de ser um fala-barato. Não votei em si, mas reconheço a sua simpatia e o seu esforço para tentar agradar a gregos e troianos. O senhor é o Presidente de Todos os Portugueses, chefe supremo das Forças Armadas e figura máxima do nosso País. Ao exemplo de outros países e outros presidentes, é TEMPO de puxar dos galões e “AJUDAR” quem tudo à Pátria Deu… DEU A SUA VIDA! Um país sem memória, é um país morto.
Carlos Ferreira, Furriel Miliciano, com 37 meses ao serviço da sua amada Pátria, 13 na metrópole (Portugal) e 24 na então Província Portuguesa de Moçambique.
P.S.: Peço a quem ler esta mensagem, combatente ou não, que esteja de acordo quanto ao seu conteúdo, o favor de a partilhar com os seus amigos e conhecidos. Muito Obrigado.

Carta de um Furriel

GUERRA II.png

guerra.png

 

A carta de um Furriel que podia ser de um Capitão, de um Alferes, de um Tenente, de um cabo ou de dezenas de milhares de soldados que sofreram na carne o sacrifício não reconhecido de terem sido obrigados a defender uma coisa que não era deles e terem sido obrigados a colaborar num crime contra um povo que estava lá longe.
Também eu, 1º cabo da Administração Militar fui obrigado a participar numa coisa que não me dizia respeito.
Embora não tivesse sofrido as agrura de milhares de camaradas, fui privado do convívio familiar e da vida profissional durante 36 meses e um dia.
Alguém se lembrou de que cem euros por ano. (vinte e oito cêntimos por dia), seriam suficientes para colmatar tudo o que passamos ao longo de treze anos de guerra que os que fugiram emigrando ou encostando-se a generais e coronéis amigos, apelidam de simples escaramuças.
Escaramuças essas que os cerca de 11.000 mortos e milhares de feridos, estropiados e doentes desmentem.

Há mais de seis meses que enviei esta carta ao senhor Presidente da República portuguesa, Dr. Marcelo Rebelo de Sousa. E sabem qual foi a resposta que tive? Foi ZERO!
Por tudo isto e por muito mais, acredito que perdemos o comboio, enquanto éramos novos e andámos a tratar das nossas vidas particulares. E agora, que todos temos mais tempo, é que nos lembramos de que fomos combatentes.
“Exmo Sr. Presidente
Permita-me que o trate sem grandes “salamaleques”, mas cordialmente, como aliás V.Exa tem feito, para já, com todos os portugueses.
Aproveite ao máximo a oportunidade que os seus compatriotas lhe deram quando o elegeram para “passear” cá dentro e até lá fora, divirta-se e cante, dance dê beijinhos a brancos, pretos, vermelhos e amarelos, vá assistir ao final da “volta”, aos jogos da selecção, à romaria da Srª da Agonia, às Olimpíadas no Brasil, aos festivais da Zambujeira do Mar e do Super Bock Super Rock, vá ver as cagarras das desertas e as gaivotas das Berlengas, desfile no Sambódromo, veja o concerto da Mariza no Meo Arena, os saltos para a água, nas Cataratas do Niagara, a peregrinação anual dos emigrantes a Fátima, a corrida de cangurus no norte da Austrália e vá à canonização de Madre Teresa. Sabemos, pelo que o senhor nos disse (embora não acreditemos muito), que só quer permanecer cinco anos em Belém. A ser assim, tem de aproveitar bem o tempo, pois cinco anos passam depressa para quem tanto preza o “folguedo” (como diz o povo que o elegeu). “GOZE À GRANDE E À FRANCESA” mas, POR FAVOR, QUANDO PUDER — e aqui é que está o problema, pois não sabemos se alguma vez PODERÁ —, pare um 1 dia (UM), ou até UMA HORA, que seja, para PENSAR na situação de muitos daqueles, que em plena pujança, das suas vidas, quando poderiam decidir que rumo dar às suas carreiras profissionais, ou até se deveriam ou não casar, foram OBRIGADOS a “PARTIR” rumo ao desconhecido para SERVIR A PÁTRIA e que hoje, com mais de 65 anos, estão esquecidos e votados ao abandono por TODOS os governos, pós 25 de Abril, os mesmos governos que TODOS OS DIAS assistem, com POMPA E CIRCUNSTÂNCIA, à chegada, ou à partida de meia-dúzia de profissionais, ou de “mercenários”, que servem em zonas de guerrilha no planeta e que “voluntariamente” se oferecem para outras “comissões”, num vai-vem patriótico ou de dólares, e que até têm “por lá e no Natal”, a visita “consoladora” de um ministro, ou de um secretário de Estado qualquer!
Tudo o que esta democracia inventada, em Abril de 1974 conseguiu, até agora, para “compensar” os milhares de jovens “atirados” para a guerra do Ultramar, foi atribuir-lhes uma certa ESMOLA ANUAL (somente uma vez por ano), de 150 € aos que estiveram em zonas de “conflito”, já que a maioria recebe apenas 75 €, ou mesmo 50 € e, REPITO, uma vez por ano. De certeza absoluta que a maioria dos portugueses não sabe disto!
Senhor Presidente, o dinheiro que o Estado despende NUM ANO, com estes combatentes que “ainda estão vivos” mas que são cada vez menos, se calhar é inferior ao que o senhor gasta em dois dias com a sua “pandilha de lateiros”, quando vai de “negócios” à Grande Muralha da China, a Nova Iorque, às pirâmides de Gizé, a Paris ou a Machu Picchu — isto já para não falar nos milhares de subsídios atribuídos a umas etnias e outras tantas gentes para não “mexerem uma única palha”. E 150 € por mês só para falar nos que, como eu, têm esta pensão “máxima”, que dá 41 cêntimos POR DIA, o que significa termos de pedir “algum” emprestado se nos apetecer tomar UM café. Tudo isto, caro senhor Presidente, são histórias que V.Exa bem conhece e sobre as quais PEÇO P.F. que se debruce, já que TODOS os seus antecessores se estiveram pura e simplesmente MARIMBANDO para elas, dada a nossa idade. Como disse, somos cada vez menos e chegará o dia, em que, já não “pesaremos”, porque deixámos de existir!
Não lhe venho pedir qualquer tipo de condecoração ou comenda. Essas, deixo-as para os atletas pagos a peso de ouro, ou para empresários, políticos e ex-ministros de reputação “muito duvidosa”. Será que já é pedir demais para que seja atribuído um subsídio mensal, de pelo menos 100 €, a todos os combatentes que vivem no limiar da pobreza, com pensões de reforma abaixo dos 500 € e que tudo DERAM, ao País? Senhor Presidente, havia muitas personagens, de vários quadrantes políticos, que o apelidavam há bem pouco tempo de ser um fala-barato. Não votei em si, mas reconheço a sua simpatia e o seu esforço para tentar agradar a gregos e troianos. O senhor é o Presidente de Todos os Portugueses, chefe supremo das Forças Armadas e figura máxima do nosso País. Ao exemplo de outros países e outros presidentes, é TEMPO de puxar dos galões e “AJUDAR” quem tudo à Pátria Deu… DEU A SUA VIDA! Um país sem memória, é um país morto.
Carlos Ferreira, Furriel Miliciano, com 37 meses ao serviço da sua amada Pátria, 13 na metrópole (Portugal) e 24 na então Província Portuguesa de Moçambique.
P.S.: Peço a quem ler esta mensagem, combatente ou não, que esteja de acordo quanto ao seu conteúdo, o favor de a partilhar com os seus amigos e conhecidos. Muito Obrigado.”

Os velhos II

Os novos marginalizados do século XXI é a geração de pais sem filhos presentes?

Os novos desvalidos da sociedade?

Quem foi que inventou este slogan?

Tenho quase 73 anos, vim para Lisboa de uma aldeia no interior da Beira Litoral, onde quando eu era jovem havia vários casais e até pessoas de idade avançada a viverem sozinhas e a definharem progressivamente sem terem o mais pequeno apoio de qualquer entidade, por vezes com vários filhos emigrados nas grandes cidades que iam visitar os pais uma vez por ano e ainda traziam aquilo que os pais produziam com esforço ao longo do ano desde vinho, azeite, ovos galinhas, coelhos, batatas etc, etc.

Vi alguns desses velhotes definharem até ao fim em que muitas vezes eram os próprios vizinhos também velhotes que lhes iam muitas vezes levar uma tijela de sopa ou um copo de leite quente e um pão com manteiga para lhes saciar a fome.

Conheci um casal de velhinhos que os filhos estavam a maior parte em Lisboa tendo também alguns por perto, em que o homem estava quase paralitico, mas quase paralitico agarrado a duas bengalas andava a trabalhar no campo à jorna para ganhar uns trocos para comprar comida. Nem os filhos que viviam perto eram capazes de ajudar os velhos e assim morreram de velhice e morte natural quase sozinhos ou acompanhados por vizinhos.

Não havia lares de terceira idade, não havia centros de dia não havia instituições que fossem a casa ver como as pessoas viviam e dar apoio, não havia reformas nem subsidio de apoio à terceira idade, não havia nada e agora vem falar nos novos desvalidos da sociedade.

Então como é que se chamavam os velhotes há quarenta cinquenta ou sessenta anos.Os novos desvalidos da sociedade? Quem foi que inventou este slogan? Tenho quase 73 anos, vim para Lisboa de uma aldeia no interior da Beira Litoral, onde quando eu era jovem havia vários casais e até pessoas de idade avançada a viverem sozinhas e a definharem progressivamente sem terem o mais pequeno apoio de qualquer entidade e por vezes com vários filhos emigrados nas grandes cidades que iam visitar os pais uma vez por ano e ainda traziam aquilo que os pais produziam com esforço ao longo do ano desde vinho, azeite, ovos galinhas, coelhos, batatas etc, etc. Vi alguns desses velhotes definharem até ao fim em que muitas vezes eram os próprios vizinhos também velhotes que lhes iam muitas vezes levar uma sopa ou um copo de leite quente e um pão com manteiga para lhes saciar a fome. Conheci um casal de velhinhos que os filhos estavam a maior parte em Lisboa tendo também alguns por perto, em que o homem estava quase paralitico, mas quase paralitico agarrado a duas bengalas andava a trabalhar no campo à jorna para ganhar uns trocos para comprar comida. Nem os filhos que viviam perto eram capazes de ajudar os velhos e assim morreram de velhice e morte natural quase sozinhos ou acompanhados por vizinhos. Não havia lares de terceira idade, não havia centros de dia não havia instituições que fossem a casa ver como as pessoas viviam e dar apoio, não havia reformas nem subsidio de apoio à terceira idade, não havia nada e agora vem falar nos novos desvalidos da sociedade. Então como é que se chamavam os velhotes há quarenta cinquenta ou sessenta anos?

Jardim de Vila Nova de Poiares

 

 

poiares.png

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A minha singela opinião era que se arrancassem as palmeiras e se substituíssem por árvores frondosas como por exemplo jacarandás, faias ou castanheiros da India, cuja sombra fosse proveitosa para as crianças e os adultos que as acompanham.

Um parque infantil sob a torreira do sol que se faz sentir nesta época do ano não é muito útil nem aconselhável.
O que me admira e revolta é que as dezenas de pessoas que frequentam este parque com as suas crianças ou mesmo com amigos para comerem um gelado um beber um refersco aceitam tudo de bom grado embora critiquem por trás que o parque não tem condições.
Sempre que vou a poiares e são muitas as vezes, é a este parque que gosto de ir beber um refresco no bar mas tirando três ou quatro mesas com cadeiras e chapéus o parque tem muito pouca coisa que atraia crianças e adultos.
Faz falta uma zona de mesas, bancos e sombras para além das sombras na zona do parque infantil.

A eutanásia não é só para os outros

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A minha mãe morreu com 88 anos depois de peramnecer oito anos em estado vegetativo.

Nos últimos tempos, por obrigação moral e não só tenho visitado vários lares de idosos e o que se vê nesses armazéns de velhos dá mesmo para pensar seriamente em qual será a melhor opção.

Também depois de ver em reportagens a maneira como muitas vezes são tratados os que lá permanecem também dá que pensar.

Mas por favor, deixem as pessoas decidir enquanto ainda estão conscientes e lúcidas.

Eu se um dia ficar num estado vegetativo ou se estiver em final de vida que me transforme numa dependência de outrem ou de máquinas, dispenso os cuidados paliativos e quero o suicídio assistido.

Além disso quero que o meu corpo seja cremado e podem deitar o pote das cinzas para o lixo ou então abram um buraco no meu terreno e enterrem-no para sempre com um carvalho ou uma oliveira plantado em cima.

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