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baú das alembranças

baú das alembranças

Serra do carvalho

Como os tempos mudam!...
Eu nasci em julho de 1947.
Tinha portanto oito anos mal pesados, Imcompletos, quando se deu esta tragédia
Um problema qualquer de saúde conduziu-me ao hospital de Benificência poiarense para levar ser visto pelo médico e tomar uma injeção todos os dias.
Durante cerca de um mês andei a passear entre a minha aldeia e a vila num passeio de cerca de quatro quilómetros pelos pinhais e veredas da região de molde a chegar à vila pelo caminho mais curto e f...oi num desses regressos por volta o meio dia que ouvi o estrondo de que eu não fazia ideia do que tinha acabado de acontecer.
Só me lembrei desta efeméride para recordar que atualmente era completamente impraticável uma criança de sete ou oito anos percorrer uma tão grande distância sozinha por meio de veredas campestres e carreiros entre pinhais e mato.

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Foto de Presidência - Vila Nova de Poiares.

Associações

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Isto de formar associações tornou-se demasiado fácil e oportunisticamnete todos os dias nascem associações de apoio a isto, áquilo e a aqueloutro que a maioria delas servam par extorquir mais uns trocos áqueles que precisam de apoio ou informação.
É a APre, A Apir, A associação de inquilinos, a associação de senhorios, associação de manetas, associação de pernetas, associação de ceguetas, é a associação do raio que os parta a todos.
Então de repente aparece a notícia:
A Presidência da associação dos manhosos inveterados desapareceu com milhares de euros pertencentes aos sócios e simpatizantes da actividade.
Há tempos apareceu uma associaçãos e reformados e pensionistas:
Como eu me tinha reformado recentemente pedi documentação para me inscrever na ideia de que iria ter um meio de defesa dos meus interesses.
Primeira bola, pagamento de uma quota mensal de 7 euros. Passados três meses a tal associação tinha mais de mil associados.
Mil associados são sete mil euros de quotas por mês.
Pensei logo; Rico suplemento para uma direcção de três ou quatro reformados espertos que pensaram logo; Isto em terra de cegos quem tem um olho é rei e nós temos mais de um olho. e arranjamos uma boa hipotese de ir buscar ao saco azul ou verde ou vermelho mais uma boa verba das quotas dos incautos.
Então rasguei a proposta de adesão e defendo-me a mim próprio.
Ah!... Serviu também para criar uma Associação de Apoio às Vítimas dos Incêndos de Pedrogão Grande.
Segundo consta essa associação fez desaparecer mais de um milhão de euros que foram angariados em peditórios e festivais.
Assim não.Comigo não contem.
 

A limpeza das praias e o voluntariado.

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A LIMPEZA DAS PRAIAS E O VOLUNTARIADO
Talvez há mais de dez anos que as praias de Oeiras, Cascais, Sesimbra, Albufeira, Quarteira e outras já tinham equipamento deste.
Agora acharam por bem pararem as máquinas, deixarem-nas apodrecer, dispensar umas dezenas ou centenas de funcionários das autarquias e fazerem apelo ao voluntariado nas escolas e outras instituições.
O voluntariado é que está a dar.
É a limpar praias, é a limpar bermas e matas, é a fazer replantação nas áre...as ardidas é dar comer aos indigentes, é a recolher animais vadios.
Agora até dá para a apanha da batata que os produtores abandonam na terra por não ter calibre para o mercado e que em vez de ficar a apodrecer e a encher a terra de parasitas vai para para o Banco Alimentar.
E com tudo isto se acaba o trabalho para tarefeiros e estudantes que aproveitavam as férias para ganhar uns trocos de dinheiro de bolso.
Viva o voluntariado e a exploração desenfrada do trabalho gratuito à custa do qual uns tantos gulosos aproveitam para encher os bolsos.

Saudosistas.

Tem um interesse do caneco mostrar como cartaz turistico o que de mais arcaico houve no país ou que já é tão atrasado que nem existe. Agora já qualquer pequeno lavrador tem tractor e alfaias e isso é modernidade e progresso
Se ainda pensam que é isto que chama o turismo estamos bem arranjados com tais operadores turisticos.
Vou apagar. Isto não é próprio de um país que se quer moderno e progressista.
Isto é próprio de uma país virado para obscurantismo, o saudosismo e para o passado. Eu pratiquei este tipo de agricultura e não tenho saudade nem orgulho nenhum. Ponto.
Mas, se querem ver como vive quem vive assim, vão para a Bulgária, Albânia, Roménia, Kosovo, ou Montenegro. Países que tem um PIB per capita de 5.000 euros enquanto o nosso, sendo Portugal um país pobre é de cerca de 20.000.

 
Foto de Turismo in Portugal.

Feira de gastronomia

Palhaçada vergonhosa com o conluio dos presidentes de Câmara.
Acabo de ver na televisão uma feira de gastronomia nos jardins do casino Estoril onde se enaltece o valor da nossa gastronomia nacional mas onde infestam roulotes de comida rápida, hamburgers e cachorros quentes com batatas fritas e molho de tomate ou mostarda.
Tenham dó senhres autarcas, para enfiar o urso já chegam os Belmiros e os Alexandres, não venham endrominar mais o Zé Povinho.
Vocês querem é gajos que larguem a nota para pagar o aluguer de espaço para estacionar a roulote.
Vocês estão-se cagando para a gastronomia que se pratica na feira.
Querem é vender espaço.
Fazem um alarde de publicidade á gastronomia nacional e depois enganam os turistas com cachorros e hamburgers.
Mas isto é geral.
Nas outras feiras é a mesma coisa agora até as farturas que eram tradicionalmente nossas são substituidas por churros e outras merdas no género.

Em tera de cegos



É uma vergonha.



Acabo de ver na televisão uma reportagem sobre um pastor produtor de queijo artesanal na zona da sera da Estrela a quem morreram cerca de duas centenas de animais. nos fogos de outubro



O homem queixa-se de não ter animais, a mulher queixa-se de não ter matéria prima.



Inscrevem~se numa associação de reprodutores que tem por missão produzir crias para repovoar o gado perdido.



Diz o dirigente que cada ovelha custará cerca de 150 a 200 euros.



Estive há duas semanas na zona de Seia e conversei com um pastor com perto de oitenta anos que por acaso não foi afectado pelos fogos.



Foi, mas não com morte de gado e sim com falta de pastos.



Perguntei-lhe como quem não quer a coisa quanto valia um animal.



Respondeu-me que uma ovelha adulta e já criadeira poderia valer cerca de cem euros, mas não mais.



Em terra de cegos quem tem um olho é rei.



É um ditado antigo, mas o que se nota é que isto está a ficar cheio de gajos que tem um olho.



Perguntei a outro se havia procura para a madeira queimada que enchia os pinhais.



Como estava interessado que lhe dessemos a madeira queimada garantiu-nos que os madeireiros estavam a oferecer por pinheiros de grande porte, um euro por cada pinheiro.



Mais um gajo que em terra de cegos, tem um olho.


A Formiga e a Barata

Qualquer semelhança é mera coincidência...
Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente gafanhoto estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O gafanhoto ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostrados em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O gafanhoto concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente ( sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente gafanhoto, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas, o gafanhoto, ao rever as cifras, deu-se conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía:
Há muita gente nesta empresa'.
Agora adivinhem lá quem o gafanhoto mandou demitir?
A formiga, claro, porque andava muito desmotivada, aborrecida e a produção jánão cobria as despesas.

Foto de Adelino Aj Carvalho.

passarinhos fritos

Que pena naquela altura não haver equipamento para filmar à disposição com há agora.
Lembro-me de ter cerca de dez anos andava na quarta classe e aos sábados à tarde juntáva -mo-nos os dezasseis alunos em casa da professora Carmina, num anexo para fazer trabalhos e estudar um bocado.
Estavam a aproximar-se os exames e a senhora entendeu e muito bem que mais uma ajuda era capaz de ser útil.
Eramos doze rapazes e quatro raparigas e quase de certeza, eu devia ser o mais novo da ...tropa fandanga, mas havia alguns com onze, doze e até treze anos.
Quando a professora Carmina dava por findo o ATL distribuía uma fatia de bolo ou pão com manteiga e um copo de leite por cada um e mandava-nos embora para nossas casas nas aldeias em redor.
Mas um dos sábados, já por aí em maio ou junho, o tempo estava quente e limpo e em vez de irmos dar um mergulho ao açude lembrá-mo-nos de ir limpar os ninhos dos pardais que havia no interior do telhado da escola.
Se bem o pensamos, melhor o fizemos.
Juntá-mo-nos nas traseiras da escola cerca das cinco horas da tarde, quatro dos mais espigadotes subiram ao telhado, desviaram quatro telhas, entraram no sótão da escola e limparam os ninhos todos.
Depois foi limpar e lavar a bicharada, um foi a casa buscar uma frigideira, outro foi buscar batatas, outro foi buscar pão, outro foi buscar azeite e toca a fazer uma fogueira para fazer um banquete de passarinhos fritos que nos soube pela vida.
Não foi a fome que nos moveu, mas a aventura foi o melhor de tudo.
Viva a juventude!...
Até porque houve alguém que viu e foi-se chibar para a professora e depois vieram os castigos da praxe.
Nada de importante.
Hoje ía-mo todos parar ao posto da GNR mas naquela altura era assim.
Fize-mos um atentado à natureza e o mundo continuou a rodar sem que daí viesse nenhum mal.
A natureza regenerava-se muito mais depressa do que hoje

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Versos de autor desconhecido

Para quem tiver insónias:

Deixo versos de autor desconhecido com as minhas saudações republicanas, laicas e democráticas. Até amanhã se eu quiser.

Discurso do catedrático a haver

...

(em quadrinhas de mal dizer, para cantar à esquina)

I
Com todo este saber
(Isto é axiomático)
Quando for grande vou ser
Um professor catedrático.

Não sou de grande ciência
Mas sou muito carismático
Vou ser, tenham paciência,
Um professor catedrático

Graças a vistosa finta
Com um drible burocrático
Vou ser, e com grande pinta,
Um professor catedrático.

Não tenho modos de mestre
Sou mais para o autocrático
Mas vou, ao jeito rupestre,
Ser professor catedrático.

A gestão da Tecnoforma
De um modo automático
Só por si, já me transforma
Em professor catedrático.

II
E esta minha voz sonora?
E este meu jeito enfático?
E a minha arte canora?
Sou ou não sou catedrático?

E o meu pendor dogmático?
E o meu pin emblemático?
E o meu talento empático?
E o meu dom democrático?

E o meu quadro idiossincrático?
E o fôlego psicossomático?
E o olhar electrostático?
E o sorriso simpático?

III
Não serei um bom gramático
– Sou até muito assintáctico –
Resolvo de modo prático
Metendo um ano sabático

Queixo-me de reumático
E de um problema hepático
P’ra não falar no ciático
E no síndroma prostático

As escolas são como selvas
Para quem tem dotes escassos
Bem me vai dizendo o Relvas:
“Vai mas é estudar, ó Passos!”

Não gostaram do meu esquema?
(Eu sou um tipo esquemático)
É vosso, esse problema.
Por mim, vou ser catedrático

a) Autor desconhecido

Mia Couto

UM DIA ISTO TINHA QUE ACONTECER (por Mia Couto)

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificul...dades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

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